sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O Choro do Mundo

Tenho acompanhado por reportagens e mídias sociais - assim como todos, imagino eu, - a questão dos refugiados e da guerra da Síria. E esses dias encontrei essa imagem do cartunista Roberto Kroll que retrata todas as reais imagens tiradas por corajosos fotógrafos como Nick Ut, da primeira imagem, de um vilarejo no Vietnã durante um ataque. Ou Kevin Carter que teve o sangue frio em tirar o retrato do garotinho morrendo de fome (que estava no programa de ajuda da ONU) e o abutre esperando sua morte, o prestigiado fotógrafo recebeu críticas sobre seu ato, e foi tamanho o sentimento de culpa que suicidou-se mais tarde. E agora, Nilufer Demir que registrou a imagem do corpo de Aylan Kurdi, de apenas 3 anos, um refugiado fugindo da Síria.
É difícil, pelo menos para mim, escrever sobre isso, sobre essas cenas. Durante anos ocorrem guerras em nosso mundo tão "avançado", guerras sem fundamento em que a loucura pelo poder fala mais alto. A Guerra Civil da Síria começou em 2011 com protestos para destituir o presidente Bashar al-Assad do poder, mas só agora todo o mundo parou para prestar atenção nesse desastre. Precisamos chegar á esse ponto? Ao ponto de 215 mil pessoas terem morrido, para que o mundo inteiro finalmente volte os olhos para um país que se acaba aos poucos? Várias cidades da Síria foram destruídas e cerca de 3,8 milhões de sírios perderam tudo que durante uma vida conquistaram e fogem em desespero de seu país na tentativa de, não alcançar uma vida melhor, mas na tentativa de sobreviver. Falta sensibilidade de países que podem abrir suas fronteiras á refugiados que choram, gritam, imploram e pedem por socorro. Falta senso em entender que matar não é a solução, e que essa guerra não está trazendo benefício para ninguém. Falta humanidade de todos os lados.
Em 1950, após a II Guerra Mundial, foi criada a ACNUR - Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, o organismo que deveria suprir e ajudar pessoas deslocadas em todo o mundo, as salvando e ajudando de acordo com seus direitos e seu bem-estar. O órgão já pediu cautela para a Europa em relação á esses refugiados, sendo que essa grande migração vêm atacando os países do continente que muitas vezes não podem ajudar. Países como Líbano, Jordânia, Quênia e Tailândia estão lotados e fecham as fronteiras para essas pessoas que são obrigadas á viverem em campos sem que possam trabalhar ou ser parte de uma sociedade.
Os refugiados possuem direitos, dentre eles, a "não-devolução", um país que acolheu um refugiado, não pode mandá-lo de volta para seu país de origem ou expulsá-lo contra sua vontade (apenas caso cometa algum crime). Os refugiados também tem direito á emprego remunerado, ensino público, assistência médica, habitação e etc.
As pessoas muitas vezes esquecem-se que somos um único povo, com tamanhas diferenças impostas por nós mesmos. A diferença de classes, cor, religião, entre outras é a desculpa usada por muitos para cometerem crimes de preconceito, ou então "livrarem-se" de ajudar alguém necessitado. É triste ver as portas sendo fechadas para pessoas que gritam por ajuda, crianças chorando e pessoas sem sua casa, seu emprego, sua cultura, tendo a necessidade de abandonar tudo e todos que um dia conheceram, que um dia obtiveram. É necessário humanidade para nós humanos.
Li uma vez na auto-biografia de Nikola Tesla, uma "frase" que nunca se apagará de minha memória:
A paz só pode vir como consequência natural da educação universal e da mistura de raças, e ainda estamos longe dessa feliz realização, porque poucos, de fato, hão de admitira a realidade - que Deus criou o homem à Sua imagem - e por isso todos os homens da terra são iguais. Há, na verdade, uma só raça, com diversas cores. Cristo é uma única pessoa, mas é de toda gente, então por que algumas pessoas se creem melhores do que as outras?
No mundo inteiro, atualmente, existe cerca de 59 milhões de pessoas deslocadas. fora de seus países, longe de suas culturas, buscando por um novo rumo, um novo recomeço.

Segunda Página: Decisão e Opiniões

Aconteceram algumas coisas semana passada que me deixaram realmente mal. Eu procuro não me importar com a opinião dos outros e mostro que não me importo, mas realmente não é assim. Não sou totalmente o que mostro ser, e essa insegurança é uma das coisas que eu escondo. Estou chegando no final do colégio, rumo á faculdade, então as pressões começam á cair sobre nós. Sempre fui uma boa aluna mas minhas notas começaram a cair nesse ano por conta da dificuldade das matérias, estou me esforçando e conseguindo manter o equilíbrio, mas a pressão é tamanha que chega á doer os ouvidos de tanto ouvir o que devo fazer. Não digo isso vindo de meus pais, não, eles sempre me apoiaram em todas as decisões que quis tomar e sempre me explicaram o certo e o errado. Digo a pressão vinda da própria escola, diretores e professores. Entendo que a escola queira nos ajudar á nos direcionar para um bom futuro, mas excluir aqueles que não escolhem os cursos "bons" em seu contexto, é ridículo e com toda certeza, não é o papel de uma escola. Fiquei realmente triste e decepcionada em saber que uma escola na qual estudo durante anos, "escolhe" como favorito o aluno que parece ser promissor em matemática, enquanto o outro que seria promissor em vôlei ou artes, é jogado de lado. Escolhi um curso que fui totalmente julgada por meu professor por talvez não ser algo que esteja no conceito deles, mas eu juro que nunca farei algo que não me agrade por dinheiro ou por conta da opinião de pessoas (que pouco tem haver em minha vida). Aceito sua opinião, mas não sua falta de respeito.



"Eu estudo para matérias que nunca irão me perguntar durante toda minha vida. Eu ouço sobre mitocôndrias e átrios, seno e cosseno; as pessoas me ensinam como escrever corretamente, pontuar minhas frases, ordenar minhas idéias sobre casos diários e rotineiros que passam na TV e me agarram para assisti-los. Eu aprendo á falar outra língua para mais chances futuras, para me comunicar com pessoas diferentes e talvez ser rica algum dia. Eu aprendo sobre outros países, se seu clima é mediterrâneo ou tropical. Eu aprendo para passar na escola, no vestibular, entrar em uma boa universidade e me tornar alguém “importante”, ou ao menos de valor, na vida. Mas para quem? Para mim ou para os outros? Aprendendo, nós estamos sempre. A cada passo que dou, á cada pessoa que conheço, eu aprendo algo que com toda certeza vou guardar mais do que as fórmulas postas na lousa verde em minha frente me fazendo decorar para atingir uma boa nota, uma média, que caso você esteja abaixo dela, coitado. É difícil julgar uma pessoa por sua capacidade em tal coisa, sendo que ela seja boa em outra. É como julgar um peixe por sua capacidade de voar, como já disse Albert Einstein. Todos te ensinarão muitas coisas uteis e inúteis em todo o seu caminho, por onde passar, desde que nasceu, você está aprendendo coisas que te marcarão ou passarão longe em sua memória. Mas o que ninguém te ensina, e você é obrigada a aprender sozinho, doendo ou não, é viver. Ninguém te ensinará á viver. E sua felicidade e sabedoria, não é baseada naquilo que te ensinaram, e sim, no que você quis guardar para si."

- Claras Palavras

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Primeira página

Momento difíceis vem e vão, o problema é que está tudo bem e de repente, a bomba explode. Me sinto angustiada em não poder fazer muita coisa, me sinto angustiada pois o tempo nunca passa conforme quero. Quando preciso que ele seja devagar para que eu aproveite o máximo do momento bom, ele voa como um beija-flor bate suas asas; e quando quero que ele corra o mais rápido o possível para que eu saia logo da aula, ele faz questão de girar o ponteiro mais devagar, para que os segundos sejam comparados com minutos. Não sofro por mim, talvez um pouco, mas sofro por aqueles ao meu redor, aqueles que sei que não deveriam se sentir dessa maneira, aqueles que nunca deveriam sentir fraqueza, aqueles que deveriam ser fortes para sempre, eu sofro ao vê-los fracos. Eu quero fazer algo, e não sei como. Não consigo falar e nem sequer abraçar. Só tenho Fé, a fé do tamanho de um caroço de mostarda, a fé que eu quero que cresça cada vez mais em mim, uma fé que ainda me mantém em pé. Isso é um teste de paciência, preciso acalmar-me, parar de balançar o pé freneticamente debaixo da mesa de jantar e respirar fundo. Fecharei os olhos por mais essa noite, para acordar amanhã com o dia melhor que hoje, melhor que ontem. Esperarei pacientemente e passarei por cada prova, cada peso, cada fardo que eu sei que posso carregar. É só ter calma.

- Claras Palavras.