
Tenho dezesseis anos, mas uma alma de sessenta. Minha avó as vezes tem mais ânimo que eu. Carrego comigo o jeitinho brasileiro de me livrar de muitas situações. Sei mentir muito bem e isso não significa que faço com frequência. Gosto muito de literatura brasileira, mas sou uma mula para entender gramática. Não sou de expressar meus sentimentos, isso não significa que eu não os tenha. Me seguro no máximo para não chorar na frente das pessoas, mesmo que eu queria. Então saiba que quando eu chorar em sua frente, eu não estou mais aguentando. Não me sinto confortável para chorar na frente de alguém e nem expor meus problemas. Não falo de mim para ninguém, sinto que incomodarei, que ninguém quer saber. Mas ouço muitos. As pessoas gostam de conversar comigo, falar de sua vida e suas desilusões amorosas, sempre ajudei nessas situações, sempre recebi áudios no meio da noite por problemas importantes ou idiotas dos outros que eu apenas ouvi e concordei. Uso essa regra para minha vida inteira, se não entender algo apenas sorria e acene. Sou do tipo que ouço músicas que ninguém conhece, leio livros que ninguém nunca ouviu falar e minhas roupas são as mais confortáveis da face da Terra, não importa se são masculinas, P, GG, M e etc. Sou de fácil comunicação, mas de difícil entendimento. Não confio nas pessoas, à não ser que me prove valer à pena confiar. Me apaixono fácil, mas ao mesmo tempo nego isso até para mim mesma. Sou a pessoa mais indecisa que conheço. Odeio bagunça e ao mesmo tempo sou uma. Meu quarto começa arrumado, termina terrivelmente bagunçado e lá volto eu para arrumá-lo e desarrumá-lo novamente. Não gosto de baladas e festas, prefiro ficar em casa. Gosto da solidão mas tenho medo de ficar sozinha. Tenho medo do escuro e durmo com a Tv ligada. Não gosto de ter sonhos no meio da noite pois sinto que não durmo direito, mas passo o dia sonhando acordada. Discordo em tudo que é possível com meu professor de filosofia - ele é um imbecil, só para constar. Tenho tantas ideias para começo de histórias, mas não tenho nenhum fim. Faço listas de como me melhorar, nunca as cumpro. Sou uma covarde com coragens absurdas. Não gosto de sair de minha zona de conforto. Sou tímida pra caramba. Tenho um humor negro, mas as vezes não entendo piadas. Me irrito com gente lenta, mas meu melhor amigo é uma lesma. Muitas vezes sou sarcástica sem querer. Sei afastar as pessoas quando quero e as vezes faço isso sem querer também. Tenho bastante paciência, mas ela não é infinita. Não sei me organizar, isso vale tanto para a bagunça do meu cabelo, quanto para meus pensamentos/sentimentos. Escrevo muito quando me sinto infeliz ou feliz, entediada ou animada, amando ou odiando. Escondo-me por trás de sorrisos fáceis e simpáticos. Se leu tudo isso, não tente entender esse texto. Não o releia. Isso é um trecho de minha mente. Um fragmento de minha personalidade. Um tentativa de explicar quem sou.
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