quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Quarta Página: Deveria estar dormindo (especial de aniversário)

Eu deveria estar dormindo agora já que venho reclamando das minhas noites mal dormidas, mas tudo bem, me deu na telha de escrever e estou precisando. 
Meu aniversário passou faz uma semana, e bom...não sei se me sinto incomodada por ter envelhecido mais um ano, ou me sinto esperançosa por saber que tenho novas coisas à experimentar. Fiz dezesseis anos, dizem ser "a melhor fase" - escutei muito isso - mas realmente, que graça tem envelhecer um ano? Qual a diferença entre 15 e 16 e 17? Eu não entendi ainda. Dizem que me sentirei mais ajuizada, pô, então tenho dezesseis anos faz tempo e não sabia. Eu tenho que agradecer muito por ter passado mais um ano em minha vida, por eu estar aqui já a 16 longos e curtos anos, tenho muito à agradecer, mas na real, eu não mudei. Para mim, mudanças mentais e psicológica vindas com a idade não vem de um dia para a noite - em um ano -, mas vem de alguns longos anos, esses sim deveriam serem contados, os nossos anos mentais. Como uma pessoa pode dizer que cresceu, envelheceu, sendo que continua uma criança mentalmente?
Mas outra coisa que me afligem um pouco é já ter vivido dezesseis anos. Eu sou um tanto obcecada nessa coisa de tempo, e sempre acho (até mesmo inconscientemente) que tenho um prazo à cumprir, que estou fazendo pouco ou que preciso viver tudo o que puder o quanto antes. Às vezes sinto que passo muito tempo no computador sendo que poderia estar fazendo outra coisa muito empolgante que mudasse minha vida, mas quando saio do computador (livros,..o que seja) eu percebo que não tenho o que fazer, não tenho o direito de escolher sair gritando no meio da rua e atravessar uma avenida cheia de carros como forma de diversão. Não tenho o direito e a coragem o suficiente de viver de verdade. "Talvez se eu viver de verdade, eu não tenha mais tempo para viver depois, então eu prefiro apenas existir" está vendo? Tudo está errado! Não posso e nem quero viver todos os meus dias como se fossem os últimos, mas às vezes acho que uma peça sendo pregada em nós pelo próprio destino, cairia bem. Me pergunto várias vezes se já existe o rumo para toda a minha vida, do nascimento até minha morte, um rumo que apenas eu não sei, mas enquanto isso, eu apenas devo esperar? Não posso mudar esse caminho? E se ele não for um bom caminho? Existe um caminho já traçado para mim ou não? Como faço minhas escolhas? Tenho como fazer escolhas? Minha vida é totalmente feita de escolhas? 
São perguntas que acho que nunca conseguirei responder. Não preciso responder, apenas quero entendê-las. Não preciso saber explicar, quero apenas viver e encontrar o meu próprio entendimento do que é a vida.

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